
entrego-me a ti
e nessa entrega
submeto-me
...mulher
não pagas so preço da minha submissão?
então
faço-me criança
no improviso
de uma canção
criança nao te agrado?
bem
torno-me anciã
no lamento
de uma recordação
não te interesso assim?
e se fico selvagem?
assim te faço medo?
quem sabe...inseto?
também não
pedra?
não?
sinto
ja fiz a entrega
...tens-me agora
mais mulher
poema de gravura por
Sandra Falcone